Segunda-feira, Novembro 29

Polícia Civil prende Presidente da Câmara de Canela e Secretário de Obras em investigação sobre suposto desvio de verbas

Ação que investiga suposto desvio de verbas e fraudes

Uma operação da Polícia Civil, chamada de Caritas, investiga na manhã desta segunda-feira (08) suposto desvio de verbas públicas, fraudes em contratos e enriquecimento ilícito de agentes políticos e servidores da prefeitura de Canela e da Câmara de Vereadores local. O presidente da Casa legislativa foi preso, assim como o Secretário Municipal de Obras e o interventor do Hospital de Caridade da cidade. A Polícia Civil realiza, ainda, o afastamento cautelar das funções públicas do Secretário Municipal de Turismo, do Secretário-Adjunto de Obras e de um servidor da mesma pasta.

Segundo informações preliminares, 176 medidas judiciais deverão ser cumpridas em Canela, em Gramado, Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Bom Princípio, além de Balneário Camboriú e Itajaí, no litoral catarinense.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário a pedido da Polícia Civil em órgãos públicos de Canela, residência de agentes políticos e servidores públicos (CCs) e empresas investigadas por integrarem organização criminosa estabelecida com o objetivo de desvio de dinheiro público, fraudes em contratos e enriquecimento ilícito.

O delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela e responsável pela operação policial, não revela detalhes da investigação policial, mas informa que é apurado um suposto esquema ilegal no alto escalão dos Poderes Executivo e Legislativo do município, sendo cumpridas medidas judiciais no âmbito da Presidência da Câmara de Vereadores, Secretaria Municipal de Obras, Secretaria Municipal de Turismo e Hospital de Caridade de Canela.

A Polícia Civil de Canela relatou que as investigações começaram em abril, quando se apurava a prática de desvio de materiais de construção do hospital. Desde então, as investigações foram aprofundadas, apurando-se a suposta existência de um esquema de fraude de orçamentos para a contratação com o poder público, em que empresas de fachada ligadas a agentes políticos e servidores públicos venciam as disputas públicas para a realização de serviços para a prefeitura municipal.

A prefeitura informou que a coletiva de imprensa, marcada para esta terça-feira, sobre obras de esgoto e estações de tratamento foi cancelada devido aos últimos acontecimentos e assim que possível emitirá nota oficial sobre a Operação Carita. A reportagem entrou em contato com os demais investigados na operação, mas ainda não recebeu o retorno. O espaço está aberto para manifestações. 

 Foto: Halder Ramos / CP

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