Sexta-feira, Dezembro 3

Caso Camila Centenaro: Ministério Público interpõe Recurso de Apelação

Em nota, Ministério Público objetiva o aumento da pena aplicada

Após a defesa de Jonatan Klauck ter interposto um Recurso de Apelação da pena de 20 anos atribuída ao réu pela morte de Camila Centenaro, ocorrida em 2019, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul divulgou uma nota à imprensa na qual afirma inconformidade com a pena aplicada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Frederico Westphalen. Dessa forma,  interpôs Recurso de Apelação ao Tribunal de Justiça do Estado, objetivando a majoração, ou seja, aumento da pena aplicada.

Confira o que diz a nota à imprensa:

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, a fim de dar conhecimento à sociedade em geral e, principalmente, à população da comunidade de Vista Alegre, informa que, inconformado com a pena de 20 (vinte) anos de reclusão aplicada ao réu JONATAN KLAUCK, o qual, em observância ao veredito soberano do Tribunal do Júri desta Comarca, foi condenado pelo homicídio quintuplamente qualificado que teve como vítima CAMILA CENTENARO, interpôs Recurso de Apelação ao Tribunal de Justiça do Estado, objetivando a majoração da pena aplicada, por entender que não refletiu na devida sanção decorrente da conduta delitiva efetivamente praticada pelo réu. 

Caso Camila Centenaro

Jonatan Klauck foi condenado no dia 15 de setembro, pelo assassinato da ex-companheira, a enfermeira Camila Centenaro com uma pena de 20 anos de prisão. Klauck foi acusado pelo Ministério Público (MP) por feminicídio sextuplamente qualificado, praticado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação e outro recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ser contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, com contexto de violência doméstica e familiar. Na denúncia, o Ministério Público pediu, além da condenação, a fixação de valor para a reparação do dano material e moral aos familiares da vítima e à coletividade.

Camila Centenaro foi morta em 27 de setembro de 2019 na Linha Peretto, interior de Vista Alegre. Ela tinha 31 anos, era enfermeira e trabalhava no Hospital Divina Providência de Frederico Westphalen, além de ser também proprietária d e uma farmácia.

Reportagem: Renato Martins

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