Segunda-feira, Novembro 29

Panambi confirma infecção em três pacientes com a variante Delta da Covid-19

A Gestão Municipal de Panambi, através do Setor de Vigilância Epidemiológica, vinculado a Coordenadoria de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou nesta quinta-feira (19), que após análise por parte do Laboratório Central de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (LACEN) foram identificados 3 (três) exames de RT-PCR, selecionados de forma aleatória, para o devido seqüenciamento genético do Laboratório Fiocruz, sendo que estes tiveram resultado positivo para a variante Delta.

Os pacientes já encontram-se recuperados e serão rastreados na tentativa de identificar a origem da contaminação com a variante Delta, porém, pedimos à comunidade que mantenham os cuidados, ou seja, utilizando a máscara adequadamente, evitando aglomerações e mantendo o distanciamento social.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, confirmou 14 novos casos da variante delta do coronavírus no Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira (19/8), ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). A confirmação é realizada por meio de sequenciamento genético completo, que define, de forma 100% precisa, as variantes das amostras. Com isto, são 66 casos confirmados da cepa de origem indiana no Estado, e 95 prováveis delta aguardando confirmação, totalizando 161 amostras.

Também aparecem agora na lista de municípios com casos confirmados Capão da Canoa, Carlos Barbosa, Guaíba, Novo Hamburgo, Panambi e Viamão. De qualquer forma, o especialista em saúde do Cevs, Richard Steiner Salvato, reitera que a delta está em circulação no Estado de forma autóctone (transmissão comunitária, sem que possa definir a origem da infecção) há quase um mês: o Cevs declarou este tipo de transmissão da variante em 24 de julho, “então ela já pode estar em qualquer município. As medidas de proteção como uso de máscaras, álcool gel, evitar aglomerações e diminuir as exposições continuam vigentes”.

Entre os casos sequenciados nesta última leva pela Fiocruz, o laboratório ainda identificou uma amostra da variante Alpha (B.1.1.7), que teve o primeiro registro no Reino Unido. O paciente com esta cepa é residente de Caxias do Sul. A amostra foi coletada ainda em maio, e referia-se a um dos dois casos que já estavam registrados no painel da Vigilância Genômica da Secretaria da Saúde (SES). “Parece se tratar de um caso isolado, como foi visto também em Pelotas em fevereiro, pois se houvesse uma disseminação minimamente expressiva nós iríamos identificar nas nossas análises”, garantiu Salvato.

Variante tomando espaço

Das amostras sequenciadas pelo Cevs com resultados positivos para alguma variante de preocupação nesta última semana, 18% eram delta e 82% eram gamma (P.1). A gamma (P.1) surgiu no Amazonas e é predominante no Estado desde o início de março. No início do mês de agosto essa porcentagem estava variando entre 10 e 15%.

De acordo com Salvato, ela está tomando um espaço importante, mas mais lenta do que ocorreu em outros países da Europa e nos Estados Unidos, onde, após cinco semanas da identificação da delta, essa variante já representava a maioria das amostras analisadas. A diferença desses países analisados para o Brasil, e mais especificamente o território gaúcho, é que aqui predomina a gamma.

“Dado o cenário mundial, a expectativa é que tenhamos um aumento da delta nas próximas semanas, mas espera-se que em ritmo semelhante ao que temos acompanhado, com a variante tomando espaço aos poucos. Porém, essa é uma análise muito dinâmica, e a cada semana o cenário pode trazer mudanças significativas. Por isso o trabalho de Vigilância Genômica em tempo real que o Cevs vem fazendo é tão importante, não só para entender a dinâmica de disseminação da delta aqui no Estado, mas também entender como se dá a relação entre a delta e a gamma em uma região onde a gamma predomina, além de podermos identificar possíveis novas variantes caso venham a surgir”, concluiu Salvato.

Entenda as variantes de preocupação identificadas no Estado:

Gamma (P.1) – Identificada pela primeira vez em Manaus. Até o momento, é a variante de preocupação com maior circulação do Estado.

Delta (B.1.617.2) – Identificada pela primeira vez na Índia. Vem ganhando espaço aos poucos nas últimas semanas no Estado.

Alpha (B.1.1.7) – Identificada pela primeira vez no Reino Unido. No Estado, apareceu em duas amostras de sequenciamento genético, uma em Pelotas e outra em Caxias do Sul. Tratam-se de dois casos isolados até o momento.

Municípios com casos confirmados: Alvorada, Canoas, Capão da Canoa, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Estância Velha, Esteio, Garibaldi, Gramado, Guaíba, Nova Bassano, Novo Hamburgo, Panambi, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santana do Livramento, São José dos Ausentes, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Triunfo.

Municípios com casos prováveis de delta: Alegrete, Alvorada, Bom Retiro do Sul, Cachoeirinha, Canela, Canoas, Caxias Do Sul, Cidreira, Esteio, Garibaldi, Gramado, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Não-Me-Toque, Novo Hamburgo, Paraí, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Maria, Santo Ângelo, São Francisco de Paula, São Leopoldo, Sapucaia Do Sul, Vacaria e Viamão.

Acompanhe as informações sobre o registro de variantes do coronavírus no painel de vigilância genômica da Secretaria da Saúde (SES).

Fonte: MB Notícias

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