Segunda-feira, Novembro 29

Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de Roberto Jefferson

Por ataques às instituições democráticas segundo Ministro Moraes; pedido foi feito pela Polícia Federal

O ex-deputado e atual presidente nacional do PTB Roberto Jefferson foi preso na manhã desta 6ª feira (13.ago.2021) no Rio de Janeiro. A ordem de prisão preventiva partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) . A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal por suposta participação do político em uma organização criminosa digital responsável por atacar os ministros da Corte e as instituições. Além da prisão preventiva, Moraes determinou busca e apreensão de armas e munições na casa de Jefferson e o bloqueio de todas as redes sociais do político. Segundo o mandado, a medida seria para interromper os “discursos criminosos de ódio e contrário às Instituições Democráticas e às eleições“.

Em seu perfil no Twitter, o ex-deputado afirmou que agentes foram a casa de sua ex-mulher:

Também no Twitter, Jefferson se referiu a Alexandre de Moraes como “Cachorro do STF” e disse que o ministro estaria “repetindo os mesmos atos do Supremo da Venezuela, prendendo os Conservadores para entronizar os comunistas“. Na localização do tweet, mostra que o dispositivo usado pelo ex-deputado está com a localização marcada em Comendador Levy Gasparian, município de 8 mil habitantes no Estado do Rio de Janeiro:

 

O site Poder360 tentou contato com Roberto Jefferson e sua assessoria antes da prisão, mas não recebeu respostas até a última atualização da reportagem.

INVESTIGAÇÃO

A nova investigação foi aberta em 1º de julho pelo ministro Alexandre de Moraes ao mesmo tempo em que arquivou o inquérito dos atos com pautas antidemocráticas. A investigação da Polícia Federal mira os núcleos de produção, publicação, financiamento e político “absolutamente semelhantes àqueles identificados” no inquérito que apura ameaças, ataques e “fake news” contra o STF, que também está sob relatoria de Moraes.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Fonte: Poder 360

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