Quinta-feira, Outubro 29

Começam a funcionar centrais regionais que vão ampliar testes para Covid-19

Começou por Passo Fundo e Caxias do Sul, nesta quinta-feira (24), o funcionamento das centrais regionais de triagem que irão auxiliar e agilizar o envio de amostras de gaúchos para análise da Covid-19 em outros Estados. A estratégia prevê, até a semana que vem, o funcionamento de seis centrais regionais, dentro do Projeto Testar RS. O programa do Governo do Estado ampliou a testagem de casos suspeitos de coronavírus pelo exame de biologia molecular (PCR), considerado o padrão ouro para a detecção do vírus.

Até então, o encaminhamento das amostras precisava passar por uma etapa no Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) em Porto Alegre, que em paralelo também realiza a testagem, antes de seguirem para fora do Estado. Com as centrais regionais, esse fluxo ganha maior agilidade e diminui o tempo entre a coleta da amostra e o resultado do exame.

As centrais foram montadas nos laboratórios regionais do Lacen localizados em Caxias do Sul, Erechim, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul e Santa Maria. Cada um deles abrange uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas e tem capacidade de receber, conferir, armazenar e despachar até o aeroporto mais próximo 500 amostras diárias. Do Rio Grande do Sul, os testes são encaminhados para laboratórios de referência no Rio de Janeiro, no Paraná ou em São Paulo.

A secretária Arita Bergmann destacou essa ampliação que é prevista pelo Projeto Testar RS. “É muito importante esse diagnóstico, pois ele permite que seja feito o rastreamento dos contatos e assim evitar novos casos”, comenta. Em Caxias do Sul, por exemplo, o recebimento começou nesta quinta-feira (24). “Começamos com Caxias hoje por ser o maior município e já discutimos com os demais 48 municípios da região para que semana que vem todos eles possam trazer para cá suas amostras”, relata a coordenadora da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, Tatiane Fiorio.

Abaixo a situação de cada central regional, assim como o número de municípios cobertos com as respectivas cidades sedes das coordenadorias regionais de saúde dessa área:
*lista completa dos municípios por coordenadoria em saude.rs.gov.br/crs

Lacen Porto Alegre: 172 municípios (Porto Alegre, Santo Ângelo, Santa Rosa, Lajeado e Osório)
Mantém o trabalho que já vinha realizando para todo Estado, agora delimitado para as 172 cidades e para aquelas que ainda não tenham o fluxo estabelecido com a central regional de sua área.

Caxias do Sul: 49 municípios (Caxias do Sul)
As amostras de Caxias do Sul começaram nesta quinta-feira (24) a serem separadas no local e os demais municípios inciam o envio semana que vem.

Erechim: 79 municípios (Erechim, Palmeira das Missões e Ijuí)
Em estruturação para início dos trabalhos na próxima semana.

Passo Fundo: 88 municípios (Passo Fundo e Frederico Westphalen)
Início das atividades em 24/09 para os primeiros municípios e ampliação para os demais a partir da próxima semana.

Pelotas: 28 municípios (Pelotas e Bagé)
Em estruturação para início dos trabalhos na próxima semana.

Santa Cruz do Sul: 38 municípios (Santa Cruz do Sul, Cachoeira do Sul e Cruz Alta)
Já iniciou as atividades de recebimento das amostras.

Santa Maria: 43 municípios (Santa Maria e Alegrete)
Em estruturação para início dos trabalhos na próxima semana.

Esse trâmite até agora era realizado somente pelo Lacen, que recebia as amostras de todo o Estado e separava as que ficam em Porto Alegre para análise (casos prioritários) e os que eram encaminhados para fora. “Somadas, essas centrais podem encaminhar até 3 mil amostras por dia, enquanto o Lacen permanece com as demais regiões e os casos que precisam ser priorizados”, frisa a farmacêutica bioquímica do Lacen, Loeci Timm.

O Testar RS começou no final de julho. Desde lá, 47 mil amostras já foram enviadas para laboratórios de outros Estados. Enquanto no Lacen já foram realizados até agora 57 mil testes.

Fluxo dos testes

Ficam no RS para testagem no Lacen e laboratórios parceiros as amostras dos casos considerados prioritários. Eles são aqueles suspeitos de Covid-19 entre casos internados (por Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG), óbitos e que envolvam situações de surtos, residentes ou trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIs), trabalhadores de saúde contactantes assintomáticos de casos confirmados por PCR e indígenas.

São enviados para foras aquelas amostras de casos de síndrome gripal (quando não hospitalizado) e os trabalhadores de saúde sintomáticos. Como esses são casos onde já se preconiza o isolamento por pelo menos 10 dias, seria prazo suficiente até sair o resultado. Os demais são situações onde o diagnóstico mais rápido tem implicância direta nas ações a serem seguidas.

Fotos: Divulgação/SES

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