Quarta-feira, Novembro 25

Presidente da Fecomércio-RS critica fechamento de empresas

Decreto assinado pelo governador impede abertura mais ampla já a partir da bandeira vermelha

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) acompanhou atentamente a divulgação do plano de distanciamento controlado que passou a vigorar nesta segunda-feira, 11, em todo o Estado. O novo decreto mapeia as 20 regiões com faixas de cores das bandeiras (amarela, laranja, vermelha e preta).

Baseada nas informações divulgadas pelo governador Eduardo Leite, a Fecomércio, que representa quase 600 mil empresas do Estado e 1,6 milhões de empregos formais, criticou a definição da bandeira vermelha como um impeditivo para a abertura do comércio e serviços. “Tivemos muitas conversas e reuniões com o governo do Estado, em que defendemos a abertura reduzida quando a região estiver na cor vermelha. A medida manteria a segurança da população, mas preservaria a economia, que no momento se encontra devastada”, admite o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Nas faixas amarela e laranja há restrição de uma pessoa a cada quatro metros quadrados, isso, no entendimento da Fecomércio-RS, já coloca um teto no volume de pessoas em todas as situações. Para a Fecomércio-RS, mesmo a bandeira preta deveria permitir a abertura com redução no número de funcionários. “Quem está calculando os empregos que serão destruídos? Não me parece que ninguém está tendo essa preocupação, já que mesmo na faixa de cor inicial estamos muito restritos. Desde a bandeira inicial o governo já entende que 75% da força de trabalho de algumas atividades pode ser dispensada”, reforça Bohn.

A maior novidade do protocolo de cores estabelecido pelo Poder Executivo foi a saída de Passo Fundo da faixa de restrições da bandeira vermelha, passando a figurar, ao menos até o próximo sábado, 16, na faixa laranja. Em todo o Estado, nenhuma região ficou classificada na bandeira preta e somente Lajeado é ainda a de bandeira vermelha.

Para Bohn, é adequada a estratégia de utilizar estudos e dados sobre o avanço do novo coronavírus no Estado, para modular a resposta e evitar que se mantenha o fechamento indiscriminado do comércio e serviços do Rio Grande do Sul.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai

Renato Martins / Dep Jornalismo

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