Polícia apura ameaça de ataque a escolas em Palmeira das Missões

Desde o massacre em Suzano (SP) no dia 13 de março, pais, estudantes e professores vivem o pavor diante de ameaças de ataque em diferentes cidades brasileiras. A fim de tranquilizar a população, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou ainda na semana passada estar atenta a casos similares e que denúncias devem ser feitas à Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (Deic).

Na região Norte do Estado, com base em informações e áudios que circulam principalmente por aplicativos e redes sociais falando sobre a iminência de um suposto ataque em Palmeira das Missões, duas mães de alunos procuraram na manhã desta quarta-feira, 27 de março, a 20ª Coordenadoria Regional de Educação (20ª CRE) para relatar o receio de enviar os filhos ao colégio. “O receio é principalmente sobre uma escola que possui 1,3 mil estudantes. Com a vice-direção e a coordenação pedagógica da instituição, fomos até a Delegacia de Polícia Civil e registramos ocorrência. Existem vários comentários na cidade sobre isso e estamos tomando as medidas necessárias para prevenção”, explicou a assessora jurídica da 20ª CRE, Nádia Awad Scariot.

A regional abrange 28 municípios, dos quais, até o momento, somente em Palmeira das Missões se tem notícia sobre conversas do gênero. A Polícia Civil está apurando se são verdadeiras ou se tratam de boatos, além de trabalhar para chegar a possíveis autores.

Em caso de trote, se identificado, o responsável pode responder na Justiça por ameaça e apologia ao crime.

Já o 39º Batalhão de Polícia Militar (39º BPM) anunciou que irá se manifestar por meio de nota, não emitida até o fechamento desta reportagem.

Por sua vez, o Ministério Público acompanha a atuação dos órgãos de segurança pública e promoverá na próxima sexta-feira, 29 de março, reunião de trabalho com diretores e coordenadores educacionais de escolas de Palmeira das Missões para tratar sobre o tema “Indisciplina e violência nas escolas: orientações legais e práticas”, visando à prevenção e ao encaminhamento adequado de situações dessa natureza. Além disso, solicita que a comunidade evite a difusão de boatos e colabore repassando eventuais informações diretamente à Polícia Civil e à Brigada Militar.

Depto. Jornalismo/Rádio Seberi – Cristiane Luza/Jornal Folha do Noroeste

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