Sábado, Setembro 26

Prefeito assina decreto de situação de emergência em Frederico Westphalen

Em ato realizado em seu gabinete na tarde desta segunda-feira, 28 de maio, o prefeito de Frederico Westphalen, José Alberto Panosso, anunciou a assinatura de um decreto de situação de emergência em razão dos impactos das manifestações contra a alta dos combustíveis, iniciadas com a greve dos caminhoneiros no começo da semana passada. Desde então, a chegada de produtos e mercadorias que suprem necessidades básicas da população tem sido prejudicada, como alimentação, saúde e transporte.

O chefe do Executivo municipal acrescentou que foi criado um “Comitê da Crise”, integrado por 13 pessoas responsáveis por analisar pontos críticos e decidir ações. Nesta tarde, a Secretaria Municipal de Educação avalia se será preciso suspender as aulas. O recolhimento do lixo será intercalado, em esquema a ser divulgado pela prefeitura.

Presente no evento, o comandante do 37º Batalhão de Polícia Militar, major Alexandre Pereira, acrescentou que em reunião com proprietários de postos de combustível, ficou acertado que virão 30 mil litros para o município, que inicialmente abastecerão veículos de urgência e emergência e estarão em dois estabelecimentos, Serrano e 34. O restante ficará disponível para os moradores, limitado a R$ 100 por motorista. “Temos aval para trazer mais dentro da necessidade. Dois postos receberão esse combustível inicialmente. Pedimos compreensão das pessoas, não é justo que alguém encha o tanque e outro não consiga abastecer”, resumiu Pereira.

Exército, Polícia Rodoviária Federal e Brigada Militar farão a escolta do combustível, tão logo seja possível, disse Pereira. A previsão de chegada é até o meio-dia de terça-feira. A Defesa Civil Estadual acompanha os trabalhos e auxilia na tomada de decisões. Na ocasião, esteve representada pelo coordenador regional, major Carlos Alberto de Aguiar Junior.

Representante dos caminhoneiros, Gilmar Wolff comentou que a categoria ergue uma bandeira do país inteiro e que em momento algum deseja prejudicar ninguém. “Nós queremos o bem de toda a comunidade, temos nossa vida para tocar, mas essa dimensão é o Brasil que quer, porque acordou. Reivindicamos uma coisa para nossa classe e a nação aderiu, tem coisas erradas em todos os setores”, complementou.

 

 

 

 

*Cristiane Luza/Folha do Noroeste

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