Sábado, Dezembro 5

Policia Federal indicia donos da principal fornecedora de material cirúrgico ao HSVP, de Passo Fundo

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão focados em combater as irregularidades cometidas dentro do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, devido possível prática ilegal de desvio dos recursos do Sistema Único de Saúde – SUS.

Um inquérito instaurado em 2013 pela Polícia Federal, apurou irregularidades e indiciou os donos de uma das maiores fornecedoras de material cirúrgico do HSVP. A investigação começou no momento em que surgiu a denúncia de que empresas pagavam comissões para funcionários do hospital, desde que eles solicitassem a compra de produtos de forma preferencial.

Durante a investigação, foi solicitado à Auditoria Médica do Rio Grande do Sul que realizasse uma verificação nos procedimentos cirúrgicos feitos no hospital, em que o SUS tenha arcado com os custos de materiais especiais de sutura mecânica, ou seja, grampos e grampeadores.

 

Auditoria:

Na auditoria, foi constatado que dos 313 prontuários investigados – todos com utilização de grampeadores de sutura mecânica pagas pelo SUS -, 196 não continham descrição cirúrgica especificando a utilização do material. Ou seja, em 63% das cirurgias analisadas, os grampos e grampeadores foram cobrados do SUS. Foi emitida nota fiscal, mas a utilização do material não foi mencionada pelo médico na descrição cirúrgica ou a sua assinatura estava ilegível.

A auditoria também verificou falhas no controle das etiquetas de identificação do material cirúrgico, onde consta o nome comercial, identificação do fabricante ou importador, código do produto, número do lote, etc. Verificou-se no decorrer do inquérito, que quatro empresas forneceram grampos e grampeadores ao Hospital São Vicente custeado pelo SUS.

A Jomhédica Produtos Médicos Hospitalares desponta como a principal fornecedora, tendo emitido 44% das notas fiscais analisadas. No final da investigação, o Delegado Federal Guilherme Alves de Siqueira, indiciou os donos da empresa por corrupção ativa, por constatar diversas inconsistências nas declarações apresentadas e  incompatibilidade dos fatos durante a defesa.  A Jomhédica tem a sua sede em Porto Alegre com filial em Santa Catarina.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguem trabalhando em silêncio sem nenhuma declaração até o momento.

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