Sexta-feira, Setembro 25

Estrada para a UFSM/FW está interditada

Assim como ocorreu em 2015 na paralisação geral dos caminhoneiros que afetou todo o país naquele ano, algumas ações começam a se repetir na mobilização deste mês da categoria. Uma delas é o bloqueio da estrada municipal que liga a cidade de Frederico Westphalen à UFSM/FW e ao IFFar/FW. A via foi interrompida entre a noite desta terça-feira, 22, e madrugada desta quarta-feira, 23, na altura de uma ponte, próximo a Universidade.

Uma carga de terra foi colocada no local para impedir o tráfego de veículos, especialmente de caminhões, que poderiam utilizar a rota como uma alternativa para acessar municípios como Taquaruçu do Sul, Vista Alegre e Palmitinho. Com a estrada bloqueada, o único acesso àquela região é pela BR-386, a qual também já possui pontos de paradas de caminhoneiros.

Conforme funcionários do Posto da Lagoa, a paralisação dos motoristas em frente ao estabelecimento na via federal iniciou pouco antes das 9 horas desta quarta-feira. O ponto já havia sido palco de uma manifestação próximo ao meio-dia desta terça-feira.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), posto de Seberi, além de FW, municípios como Boa Vista das Missões e Palmeira das Missões, na área de abrangência do AU, também registram pontos de manifestação dos caminhoneiros. Os policiais relataram que irão monitorar os protestos e, se necessário, irão interferir para manter o tráfego nas rodovias.

 

Falta de alimentos e combustíveis:

Entrando no terceiro dia, a paralisação dos caminhoneiros já começa a causar transtornos em alguns pontos do Estado. Na região, a falta de mercadorias ainda não é preocupante, porém, proprietários de supermercados informaram que a reposição dos estoques diminuiu ou não acontece. Caso a greve se mantenha neste ritmo, os empresários admitem que pode haver falta de produtos, a exemplo de como aconteceu em 2015.

Em relação aos combustíveis, os postos estão com seus estoques considerados normais para esta quarta-feira, porém, caso os caminhões não chegarem para repor os estoques, alguns estabelecimentos já podem registrar falta de algum combustível no fim do dia. Funcionários também relataram que o movimento de procura pelos produtos aumentou com a greve dos caminhoneiros.

A paralisação dos motoristas também repercutiu em grandes empresas, como a GM de Gravataí e a Aurora Alimentos. Ambas as empresas paralisaram suas linhas de produção e de abate devido à dificuldade em escoar a produção e em receber mercadorias.

Nesse aspecto, o Sindicatos das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat) também emitiu comunicado informando que acionará a Justiça contra a paralisação dos caminhoneiros. Conforme o sindicato, diariamente são recolhidos 12,6 milhões de litros de leite no Estado e com a paralisação da categoria, grande parte dessa quantidade poderá ser perdida.

Regionalmente, nenhuma grande empresa ou frigorífico anunciou paralisação de produção. A planta mais próxima afetada é a unidade fabril da JBS de Três Passos, que parou nesta quarta-feira.

 

 

*Adriano Dal Chiavon/O Alto Uruguai

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