Domingo, Setembro 20

Amuceleiro pede trégua a caminhoneiros

Em nota emitida à imprensa na manhã desta quarta-feira, 30 de maio, a Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro), composta por 21 municípios gaúchos, pede trégua à paralisação dos caminhoneiros e aos bloqueios de passagem de cargas que transportam combustíveis e alimentos. A paralisação da classe já dura dez dias.

A decisão foi tomada em assembleia extraordinária entre os prefeitos, considerando os reflexos sobre a economia, principalmente nas áreas de saúde e agricultura, seja no transporte de pacientes ou no escoamento da produção de suínos, frango, leite e hortifrutigranjeiros. “Alertamos que caso não seja normalizada a situação, existe a possibilidade concreta de falência de muitos produtores”, mencionaram no texto, assinado pelo presidente da Amuceleiro e prefeito de Chiapetta, Eder Luis Both, e datado de 29 de maio.

A Amuceleiro também se manifestou contrária a medidas abusivas por parte dos governos que venham a aumentar impostos e tributos em outros produtos para compensar a redução anunciada no preço do diesel e orienta aos gestores para que reduzam os investimentos e gastos públicos pela queda nas receitas municipais e a adoção de ponto facultativo em 1º de junho pela falta de combustível e insumos necessários para manutenção dos serviços. “A sociedade não aguenta mais e repudia qualquer medida que resulte na oneração desenfreada no custo de vida que não seja condizente com a valorização do trabalho da população brasileira. Da mesma forma, aguarda posicionamento e resolução do impasse, tanto do governo quanto da classe dos caminhoneiros, o mais breve possível”, destacaram.

Os municípios da associação se comprometem em apoiar novamente a mobilização caso o governo não cumpra o acordo.

 

Veja os fatores citados no comunicado:

  • Considerando que os 21 municípios da região, por entenderem ser legítimo e justo o movimento dos caminhoneiros, apoiaram e foram solidários às manifestações paralisando as atividades nas prefeituras no último dia 25 de maio, realizando atos e ações em apoio à classe.
  • Considerando que a greve já se estendeu além do previsto incialmente, fato que está ocasionando imensuráveis danos e prejuízos principalmente aos pequenos agricultores, que estão presenciando o perecimento de sua produção e;
  • Considerando que a pauta apresentada pelos caminhoneiros foi atendida pelo governo federal, com o anúncio de algumas medidas atenuantes, como a redução do preço do óleo diesel, solicitamos compreensão dos manifestantes para que seja dada uma “trégua” às paralisações e ao bloqueio de passagem de cargas que transportam combustíveis e alimentos, para que a normalidade dos serviços seja restabelecida o mais breve possível.

 

 

 

 

*Cristiane Luza/Folha do Noroeste

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