Domingo, Dezembro 6

Temer diz que fechamento de fronteira com Venezuela é “incogitável”

O presidente Michel Temer afirmou, nesta sexta-feira, que o fechamento da fronteira brasileira com a Venezuela, conforme pedido da governadora do estado de Roraima, Suely Campos, é “incogitável”.

Temer está em Lima, no Peru, onde participa da Cúpula das Américas. À imprensa, ele afirmou que “o Brasil não fecharia as fronteiras, e espero que o Supremo venha a decidir dessa maneira”.

Campos apresentou nesta sexta-feira uma ação civil pública ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fechar provisoriamente a fronteira com a Venezuela, além de demandar mais recursos para administrar a “explosão do fluxo migratório”. A governadora critica a “omissão do governo federal”, segundo um comunicado oficial, e denuncia que autoridades locais estão sobrecarregadas e precisam de recursos adicionais.

De Lima, Temer afirmou que os pedidos do governo de Roraima já estão sendo atendidos: “Muitas das medidas já pleiteadas já estão sendo tomadas”. O governo federal declarou situação de emergência social e editou, em fevereiro, um decreto para transferir recursos ao governo local.

Estima-se que 5% da população tenha deixado a Venezuela país nos últimos dois anos devido à aguda crise econômica, política e social no país.

No Rio Grande do Sul, 308 refugiados vivem no estado. São estrangeiros que tiveram a situação de perseguição por raça, religião ou opiniões em seus países de origem reconhecidas pelo Brasil.

Em 2017, os cubanos, depois dos venezuelanos, foram os que mais encaminharam pedidos para que o governo brasileiro reconhecesse o status de refugiado. Foram mais de duas mil solicitações, que ainda são analisadas pelo Ministério da Justiça.

Durante a divulgação dos dados, o secretário Nacional de Justiça reconheceu que o Brasil virou rota de migração para cubanos. Eles entram pelo Norte do país com destino ao Rio Grande do Sul, para depois entrarem no Uruguai.

 

*Correio do Povo

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