Quarta-feira, Dezembro 2

SUSPEITO DE SEQUESTRO DE CONTADORA VOLTA ATRÁS E INOCENTA MARIDO DA VITIMA.

Em um novo depoimento, colhido em 1º de março, jovem de 22 anos também afirmou que não sabe nada sobre o desaparecimento de Sandra Mara Trentin.

Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, está desaparecida desde 30 de janeiro.
Um dos homens presos por suspeita de sequestrar a contadora Sandra Mara Trentin, 48 anos, que desapareceu em 30 de janeiro, em Boa Vista das Missões, no norte do Estado, voltou atrás e inocentou o marido da vítima, Paulo Landfeldt, 47 anos, de participação no crime, além de afirmar que não teve envolvimento no sumiço da mulher. As informações estão em termo de interrogatório ao qual a reportagem de GaúchaZH teve acesso.

Landfeldt, que é presidente da Câmara de Vereadores de Boa Vista, e um jovem de 22 anos, cujo nome é preservado para evitar vazamento de informações, foram presos no último dia 23 e encaminhados ao Presídio Estadual de Palmeira das Missões.

Polícia Civil procura contadora desaparecida em área rural de município no norte do RS
Quais são os indícios que levaram à prisão dos suspeitos de sequestrar contadora no norte do RS
Família ainda tem esperança de encontrar contadora com vida Família ainda tem esperança de encontrar contadora com vida
Após ser detido, o suspeito de 22 anos declarou que teria cometido o sequestro e matado Sandra a pedido do marido dela. A polícia monitorou o vereador e descobriu que, sem informar à polícia, ele estava trocando telefonemas e mensagens com o grupo que teria sequestrado Sandra. Ele declarou que estava sendo extorquido por pessoas do Alto Uruguai, que pediam resgate em troca da libertação da mulher.

No novo depoimento, colhido em 1º de março, o jovem voltou atrás e afirmou que não sabe nada sobre o desaparecimento da vítima e que entrou em contato com o marido dela após ver a notícia sobre o caso em uma rede social. O suspeito não soube dizer porque acusou o vereador de ser o mandante do assassinato da contadora e que “não pensou na hora” de fazer a afirmação.

Questionada sobre essa nova versão do caso, a defesa de Landfeldt informou que vai ingressar com novo pedido de habeas corpus na Justiça, alegando constrangimento ilegal contra o vereador, “tendo em vista que não foram obedecidos os prazos para o término do inquérito policial sem que aportasse nenhuma diligência capaz de fazer com o que o vereador fosse preso”.

Aos investigadores, no novo depoimento, o suspeito disse que recebeu R$ 10 mil do vereador — R$ 9 mil em dinheiro e o restante por meio de depósito bancário. O jovem afirmou que não conhecia o marido da vítima e que apagou as mensagens trocadas com ele. Segundo o suspeito, o político acreditou que ele sabia do paradeiro da contadora.

No depoimento inicial, em que acusava o vereador, o jovem de 22 anos afirmou que, junto com outras duas pessoas, circulou com a vítima até a cidade de Vicente Dutra, na divisa com Santa Catarina. Lá, disse ter matado a contadora com dois tiros na cabeça. O corpo teria sido enrolado em uma lona preta e descartado em um mato, a céu aberto.

Os investigadores questionaram o fato de o suspeito ter levado cerca de 15 policiais até dois matagais na região de Boa Vistas das Missões para procurar o corpo. O jovem não informou o motivo, mas disse que um dos locais era frequentado por ele.

Procurada por GaúchaZH, a Polícia Civil não confirmou as informações presentes no termo de interrogatório. Os investigadores afirmaram que os suspeitos seguem presos e o inquérito policial que investiga o caso foi prorrogado por mais 30 dias.

O caso
Sandra saiu da casa onde residia com o marido, Paulo Landfeldt, e três filhas, de 16, 11 e cinco anos, em Boa Vista das Missões, na manhã de 30 de janeiro. Ela pegou a caminhonete que estava na garagem da residência do cunhado, passou no escritório de contabilidade, na mesma rua, e por volta das 7h30min seguiu para Palmeira das Missões.

A contadora disse às funcionárias que resolveria algumas questões do escritório. Ela chegou a passar na Junta Comercial, no centro de Palmeira das Missões. Depois disso, circulou pelas ruas da área central da cidade e estacionou na Rua Rio Branco, ao lado de um CTG. A partir dali, não foi mais vista.

Dentro do veículo, foram achados dois chips e o cartão de memória do celular, a bolsa dela, um par de sapatilhas, dinheiro e diversos papéis do escritório. A família percebeu o sumiço do celular e da carteira de habilitação. No mesmo dia, o desaparecimento foi registrado pela família.

FONTE: ZERO HORA

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *