Domingo, Setembro 27

Suinocultura traz impacto positivo ao retorno de ICMS

Primeiro no ranking estadual de abate de suínos, município tem mais de 100 pocilgas em funcionamento e várias empresas integradoras

Com mais de 100 pocilgas em funcionamento e outras em processo de implantação, Rodeio Bonito figura no ranking da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), como o município que mais abateu animais em 2017. Foram 277 mil cabeças enviadas para a indústria. Para se ter uma ideia da importância da atividade na economia rodeiense, em 2016, o retorno do ICMS da suinocultura foi superior a R$ 105 milhões.

Em virtude da relevância econômica, a produção de suínos tem atenção do poder público. O auxílio vem por meio de terraplanagem, lona para esterqueira, acesso à propriedade, caminhão esterqueiro para recolhimento de dejetos (mediante pagamento de uma taxa), entre outros serviços. “Temos quatro novas pocilgas em andamento e várias na fila. Em alguns casos, o trabalho realizado pode somar R$ 30 mil”, explica o prefeito de Rodeio Bonito, José Arno Ferrari.

Neste processo, segundo o prefeito, tem sido fundamental também o papel da Creluz, que leva, sem custos, energia às propriedades, tornando possível os investimentos com a criação por parte dos produtores. Sobre o crescimento da atividade, o gestor é otimista. “A previsão é de mantermos ou ampliarmos os números no setor, porque o incentivo não vai parar”, avalia.

Dia Estadual

A expressividade do município no Estado quanto à produção rendeu para o dia 10 de agosto, o título de cidade-sede do 44º Dia Estadual do Porco, promovido pela Acsurs, em parceria com a administração municipal e entidades apoiadoras como Emater/RS, Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips), Embrapa e Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

Já está confirmada para a programação, que deve receber mais de mil pessoas, uma palestra com o ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra. O evento terá como locais o ginásio municipal e o salão paroquial. “Foi algo bastante disputado com outras cidades produtoras e vem no ano em que o município assume o ranking do abate de suínos no Estado. Além disso, em 2018,  a Suinocultura Acadrolli, uma das responsáveis por este destaque, completa 70 anos de funcionamento –, destaca Ferrari.

Além da Suinocultura Acadrolli, o município conta com outras integradoras, como Adelle, Cooper A1 e JBS.

Sete décadas no setor

Fundada em 1948, a Suinocultura Acadrolli é uma das empresas responsáveis pelo crescimento da atividade em Rodeio Bonito e na região. Em setembro, quando comemora seus 70 anos de funcionamento, vai inaugurar a nova fábrica automatizada de ração, localizada às margens da ERS- 587, com capacidade de produção de 40 toneladas/hora.

O empreendimento, que garante diferenciais aos integrados, como qualidade e agilidade –, é considerado o maior do segmento no interior do Rio Grande do Sul e já ocupa a terceira posição na lista das 150 melhores empresas produtoras do país. “O crescimento da suinocultura é regional, com a participação de outras empresas. A Acadrolli iniciou em 2012 uma nova estratégia, quando ampliou suas atividades da criação para integração. E essa ideia nos foi apresentada, na época, pelo Darci Mariotti, já falecido, um dos nomes expressivos da atividade na região”, explica o proprietário, Sadi Acadrolli.

Atualmente, a Suinocultura Acadrolli conta com mais de 150 famílias integradas, mais de 100 mil animais na terminação, sistema próprio de transporte, capacidade superior a um milhão de toneladas para armazenamento de grãos, logística para o escoamento da produção, produção de 1,5 mil toneladas de carne suína por mês, excelência genética, bem estar-animal e alta qualidade no produto final.

– O mercado da suinocultura é complexo, mas a região tem vocação, devido às pequenas propriedades e da considerável produção de milho. E com as parcerias tem sido possível que as famílias tenham uma renda fixa, com dignidade. A Suinocultura Acadrolli é fruto de um trabalho responsável, com espírito de equipe e baseado nos valores cristãos. Passamos esses momentos de crise buscando evoluir conforme o mercado, mas confiando em Deus para a tomada das decisões corretas –, finaliza.

FN

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