Sexta-feira, Novembro 27

Expodireto Cotrijal abre portas para negócios internacionais

Em Não-Me-Toque, no Norto do Rio Grande do Sul, a Expodireto Cotrijal está recebendo representantes de muitos países interessados no agronegócio brasileiro. Muitos acordos comerciais são fechados ali mesmo nos pavilhões de negócios. A feira acontece até sexta-feira (9) e é um de encontro entre os produtores rurais e as oportunidades do mercado.

“Quem vem para Expodireto está atrás de tecnologia e de negócios. Isso para nós é muito importante, na agricultura, e ficar a par das novidades” , diz o agricultor Vitor Fetter, de Pontão, na região norte do estado, que está de olho nos equipamentos que podem ajudar a melhorar a produção da lavoura.

Todo esse interesse anima os 540 expositores da feira. “A feira é fundamental para que a gente tenha contato com o agricultor”, comenta o expositor Claudiomiro dos Santos.

Mas não só os produtores locais movimentam a feira. Representantes de empresas e governos internacionais também participam da Expodireto e fecham muito negócios com os produtores brasileiros.

É através da rodadas de negócios que representantes de 70 países conhecem a tecnologia e os produtos ligados ao agronegócio brasileiro. Além disso, esse contato com os potenciais importadores permite que muitos negócios sejam fechados durante o evento.

A delegação de uma cooperativa de Roraima, no norte brasileiro, veio para a feira em busca de solução para a perda das frutas produzidas. A solução veio do outro lado do Atlântico. Um negócio fechado com uma empresa da Espanha vai levar manga, mamão e laranja produzidas no Brasil para a Europa e ajudar a melhorar a renda de mais de 600 agricultores.

“São cinco tipos de frutas para exportar e sabemos que as oportunidades são inúmeras. A gente quer gerar divisas e gerar renda”, disse o representante da cooperativa Plácido Figueiredo Neto.

Para o empresário espanhol Iñigo Rebollo Balerdi, que além das frutas, pretende comprar grãos e equipamentos de infraestrutura, a feira facilita o contato. De acordo com ele, de onde ele vem faltam frutas para abastecer o mercado e os grãos que ele vai comprar na Expodireto são a base da produção de suínos.

Em muitos casos, os resultados desses contatos são colhidos a médio e longo prazos. O representante do Consulado do Canadá, Paulo Orlandi, busca parcerias e trocas de tecnologias.

A estimativa é que nesse ano sejam movimentados mais de R$ 2 bilhões em negócios na Expodireto. A venda de máquinas agrícolas, grãos e equipamentos para países de todo o mundo devem representar boa parte desses negócios.

Fonte: LA

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