Segunda-feira, Setembro 28

Comunidade faz mais uma caminhada pedindo respostas sobre desaparecimento de contadora

Ato marcou aniversário do município de Boa Vista das Missões, onde Sandra Mara Lovis Trentin morava

Em torno de 60 pessoas se reuniram em caminhada na manhã desta terça-feira, 20 de março, em Boa Vista das Missões, para pedir respostas sobre o desaparecimento da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, que sumiu em 30 de janeiro.

O grupo entoou cantos e orações até a Gruta Nossa Senhora de Lourdes na Vila Trentin – no município vizinho de Jaboticaba –, localidade onde moram parentes de Sandra.

Logo em frente à imagem da santa, os participantes colocaram flores e depositaram cartazes que seguraram durante o ato, promovido por um grupo de mulheres que finalizaram durante o evento uma novena em favor de Sandra. “Que Nossa Senhora de Lourdes interceda junto a Deus e nos mande respostas, aceite este pedido para sabermos o que aconteceu com ela, onde está”, ressaltou uma das organizadoras, Elci Trentin, casada com um primo da contadora.

A caminhada marcou o aniversário de 26 anos de emancipação político-administrativa de Boa Vista das Missões, município onde ela residia com as três filhas mais novas e o marido, preso desde fevereiro investigado por envolvimento no caso. Paulo Ivan Landfeldt ocupava o cargo de presidente da Câmara de Vereadores na cidade, a qual possui pouco mais de 2 mil habitantes e está situada no Norte gaúcho. Essa foi a segunda caminhada realizada por moradores, amigos e familiares pedindo notícias sobre o desaparecimento e celeridade na investigação por parte da polícia.

Investigação

A Polícia Civil apura o desaparecimento desde que foi registrado pela família, na tarde de 30 de janeiro, em Palmeira das Missões. Na última atualização emitida à imprensa, na segunda semana de março, o órgão informou que o marido e o rapaz de 22 anos, que inicialmente disse tê-la matado em troca de dinheiro a mando de Paulo Ivan, não aceitaram ser interrogados com uso de detector de mentiras.

O jovem mudou sua versão e inocentou Landfeldt, sustentando que ouviu falar a respeito do caso e procurou o vereador para extorqui-lo.

Presos desde 23 de fevereiro, os dois fizeram uso do direito de permanecer em silêncio ao serem questionados por agentes acerca de diversos pontos contraditórios em seus depoimentos, divulgou a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Folha do Noroeste

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