Gastos de vereadores contrastam com indicadores sociais na cidade do Rio Grande do Sul

Um cruzamento de dados de gastos das Câmaras Municipais do Rio Grande do Sul, listados em levantamento do Ministério Público de Contas, com indicadores sociais das mesmas cidades revela distorções. O parlamento de Rosário do Sul, na Região Central do estado, é o terceiro no ranking de despesas em diárias, com R$ 229 mil. Na mesma cidade, apenas 14% das crianças de até 3 anos estão na pré-escola. As despesas da Câmara de Rosário do Sul com viagens têm situações questionáveis. O vereador Leonardo Vargas (PTB), que também é motorista de ambulância da prefeitura, recebeu R$ 12 mil em diárias do Legislativo. Dados disponíveis na internet mostram que, em diversas ocasiões, ele recebeu valores em dobro. Informada sobre a situação, a Prefeitura de Rosário do Sul informou que o vereador tem o ponto cortado pelo Executivo sempre que viaja pela Câmara, e prometeu abrir investigação. No levantamento do Ministério Público de Contas, as despesas de pequenas cidades com diárias também chamam a atenção. No Noroeste do estado, a câmara de Mato Queimado é a que possui o maior custo por habitante, entre todas as Câmaras. No ano passado, cada um dos 1.665 moradores desembolsou, em impostos, R$ 42 para bancar deslocamentos de seus parlamentares.

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Depto. Jornalismo/Rádio Seberi – Mariane Dakan

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