É grande a expectativa das lideranças e das comunidades de Rodeio Bonito e Liberato Salzano, quanto à finalização da ponte sobre o rio da Várzea, entre os dois municípios. Com projeto aprovado no Ministério da Integração Nacional ainda em 2013, e iniciada em 2014, a obra já sofreu outras paralisações, em virtude do processo para liberação de recursos.

A ligação encurtará distâncias e facilitará o escoamento da produção regional, inclusive, com a possibilidade de permitir outras parcerias econômicas, hoje inviáveis, já que a travessia entre os municípios ocorre por balsa, localizada na linha Bonita – com custo de, aproximadamente, R$ 20 por viagem –, ou via BR-386, por Constantina. A partir do funcionamento da ponte, a distância entre as cidades será de apenas 20 Km.

A viabilidade da obra, no entanto, tem uma história ainda mais antiga. “A Creluz tinha um projeto pronto para uma ponte no local, porque iria instalar uma barragem. Como a instalação da usina hidrelétrica não foi aprovada, a ponte não saíria. Conseguimos a liberação de recurso para a construção junto ao governo federal, mas precisávamos do projeto. A Creluz custeou a formalização do projeto, que foi mais de R$ 500 mil e tornou esse sonho possível”, relembrou o prefeito de Liberato Salzano, Gilson de Carli.

Com extensão de 150 metros, a obra está quase finalizada. O custo é de R$ 5,7 milhões, além de um aditivo de R$ 622 mil, que já foi aprovado. Agora, os municípios aguardam o empenho do recurso para que o contrato seja assinado e a empresa retorne para finalizar o trabalho. A expectativa é que a ponte seja terminada em 60 dias após isso ocorrer. “Esperamos que seja ainda neste ano”, acrescenta De Carli.

O prefeito de Rodeio Bonito, José Arno Ferrari lembrou que a ligação será muito positiva para a economia dos municípios e da região, além de facilitar o transporte de pacientes que fazem tratamentos em Erechim, hoje distante cerca de 300 Km (a distância passará a ser 100 Km). “Atualmente, temos muitos produtores de laranja que têm negócios com a fábrica de sucos em Liberato Salzano e enfrentam dificuldades e altos preços de frete para o transporte. Além disso, a Suinocultura Acadrolli, que hoje não consegue fechar parcerias com integrados em Trindade do Sul poderá ampliar sua atuação e o município, expandir ainda a atividade no que diz respeito aos aviários”, avaliou.

 

 

 

*Márcia Sarmento/Folha do Noroeste

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