População do RS começará a reduzir em 2040, aponta IBGE

As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Brasil indicam uma estagnação do crescimento populacional a partir da década de 2050. O Rio Grande do Sul, contudo, terá uma taxa maior de mortes que nascimentos antes disso: a partir da década de 2030. Os dados indicam a redução populacional e consequente envelhecimento mais acelerado do Estado.

Conforme o IBGE, de uma população projetada em 2018 de 11.329.605, o RS terá um acréscimo em 2030 de pouco mais de 300 mil gaúchos, chegando a 11.734.344. Em 2040, a expectativa já é de uma população mais baixa (11.727.042). Quando 2060 chegar, segundo as projeções, o RS terá reduzido em mais de 700 mil os seus habitantes, totalizando 10.945.217.

Junto com o RS, são outros quatro Estados que devem começar a reduzir seu contingente populacional na década de 2030: Piauí, Alagoas, Bahia, Minas Gerais.

As mudanças se explicam pela redução da taxa de fecundidade projetada pelo IBGE, o número de nascimentos frente ao de óbitos. Já em 2030, o RS deve ter uma redução expressiva de nascimentos, uma queda de 141.012 em 2020 para 125.525 na outra década. Em 2060, pouco mais de 97 mil pessoas vão nascer no RS. Enquanto isso, os óbitos vão subir de 80.599, em 2018, para 144.023, em 2060.

Do ponto de vista econômico, o que mais preocupa é o aumento da “razão de dependência” da população. No caso, os que estão em idade produtiva na comparação com os mais velhos, já sem a capacidade de se sustentarem. No Brasil, 2040 será a década em que mais da metade da população (51,99%) terá a chamada “dependência total”.

No Rio Grande do Sul, essa linha deverá chegar em 2030, com 54,78% e escalando até 75,51% em 2060. Este será o maior índice em todo o Brasil, com a média nacional em 67,23%.

Em contraponto, a esperança de vida ao nascer subirá também de maneira considerável. No Brasil, em 2060 será de 81,04 anos. Já no RS, o potencial de vida será de 83,91. Homens deverão atingir os 80,94 anos e mulheres os 86,90.

 

 

 

 

 

 

*Correio do Povo

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