Há cerca de quatro anos, o agricultor Paulo Cezar Miotto, da linha Botezini, Taquaruçu do Sul, trocou a bovinocultura de leite pela produção de feno, ocupando 11 hectares da propriedade com a atividade. O que surgiu, quatro anos antes, como uma necessidade para atender a própria demanda por alimento aos animais, acabou se tornando um dos principais negócios da família.

Entre os cuidados exigidos pela cultura está um clima equilibrado, sem muita chuva e sol, elemento  importante para a secagem do feno, que varia entre 2 e 3 dias no verão, e cinco dias no inverno. Quanto às despesas, o que mais pesa no bolso é a manutenção do maquinário, já que o serviço especializado é caro. “Como eu entendo de mecânica, para mim, fica mais viável”, comenta Miotto.

Uma boa adubação e controle das pragas, como a cigarrinha e a lagarta, também garantem a boa qualidade do feno. “A atividade, como qualquer outra, tem que ter o capricho do produtor. Para um produto bom é importante a combinação de fatores como clima, adubação, controle de pragas e doenças. E o comprador, se fica satisfeito, volta, além de fazer propaganda”, detalha o extensionista rural da Emater, Julio Cesar Guerra.

Produtividade

No início, o produtor comprou uma enfardadeira e uma cortadeira e contou com apoio da Emater para encontrar o tipo mais correto de pastagem. “Após vários testes, a melhor opção foi o tifton, que é uma pastagem perene”, informa Guerra. Com cortes entre 40 dias, a produtividade pode chegar a 80 mil fardos por ano, que são comercializados a cerca de R$ 5 cada (9 quilos).

Além de comercializar, especialmente, para Santa Catarina, Miotto trabalha em parceria com outros produtores que não possuem maquinário, e ainda presta serviços em propriedades. “O negócio se tornou positivo economicamente, e também exige pouca mão de obra. Para adquirir a máquina e dar início ao negócio, hoje, seria preciso investir cerca de R$ 95 mil, mas o valor é rapidamente compensado”, garante.

O telefone de contato do produtor é 55 9 9632-3715.

Folha do Noroeste