Aumentam casos de agressões físicas em torno de praças

Moradores da Praça da Corsan pedem mais segurança no local, o ponto mais crítico hoje

Vídeos de brigas em praças públicas de Frederico Westphalen têm circulado pelas redes sociais nos últimos dias. No bairro Itapagé, por exemplo, não bastasse os incômodos provocados pelas aglomerações de gente até altas horas da madrugada e o som automotivo em volume alto, os moradores do entorno da Praça da Corsan têm sentido medo por conta das agressões físicas que observam em frente a suas casas.

É o caso do empresário Milton Cerutti, que perdeu a conta de quantos conflitos do gênero já assistiu de sua residência. Só ele fez mais de 20 registros junto à polícia por perturbação. “À noite é terrível. Está virando um problema de saúde pública, porque quem mora no entorno não consegue descansar como deveria e ninguém faz nada”, comentou. Cerutti contou que já foi desrespeitado ao solicitar que baixassem o volume do som do carro e das conversas, situação vivenciada por vizinhos.

O receio de sofrer represálias inclusive fez com que uma moradora de 73 anos pedisse a nossa reportagem para não ser identificada. Vinda do Rio de Janeiro, a idosa viu de perto quando um vizinho teve de se mudar pelas perseguições e ameaças que vinha sofrendo. “Tem pessoas que não têm hora para se retirar. Eu posso mudar meu horário de sono, e quem trabalha? Outra questão é a sujeira, urinam, vomitam na porta da garagem. Teve um dia que a frente da minha casa amanheceu tomada por garrafas. Meu filho já ficou um mês com a mão machucada, quase perdeu os movimentos por causa de um corte causado por caco de vidro ao cair enquanto passeava com o cachorro na praça”, relatou.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Eduardo Nardi, o número de registros por lesões corporais tem aumentado nos arredores da Praça da Corsan. “Tem registros de pessoas feridas por arma branca nas imediações. A gente está apurando se nesses casos havia intenção de lesionar ou matar as vítimas. No ano passado, houve uma tentativa de homicídio”, expôs.

Capitão da Brigada Militar, Douglas Knorst respondeu que os policiais têm como rotina realizar revistas quando estão em patrulhamento ou são acionados. “A BM tem policiamento 24h em Frederico Westphalen apesar do déficit de efetivo e tem percorrido os bairros na medida do possível. Caso as pessoas vejam essas brigas e achem que podem se tornar fatos graves, por presença de faca ou outras armas, liguem para a Brigada Militar. Mas é importante que não fiquem no anonimato, sejam testemunhas e ajudem os PMs a identificarem os agressores, pois é preciso que o responsável seja processado e penalizado na Justiça para que essas situações não se repitam”, ressaltou Knorst.

Além do número de emergência, 190, o 37º Batalhão de Polícia Militar também disponibiliza para denúncia os telefones (55) 3744-3744 e (55) 3744-3190.

Folha do Noroeste

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